As pessoas se comovem quando ficam sabendo de uma chacina ou uma exterminação em massa de pessoas. De certa forma, isso é natural, pois saber que um grupo de seres iguais a você foram exterminados, é algo realmente assustador, pois nos colocamos no lugar destes mesmos seres. Porém, minha revolta contra quem maltrata os animais é devido a eu classifica-los no mesmo grupo das crianças, deficientes e idosos. O simples fato de não possuírem meios físicos e/ou mentais de se defenderem é o suficiente para justificar a impiedade de quem maltrata. O último caso de repercussão foi o do pet shop Quatro Patas, em que o funcionário e filho da dona aparece em filmagem escondida, espancando cachorros durante o banho e tosa. São cenas claras de maus tratos e mobilizou a população por ter sido passado no Fantástico. Esse é um único caso, de tantos que acontecem diariamente. O que mais vejo acontecer é o carroceiro chicotear o cavalo sem culpa nenhuma, para que ele tome o rumo certo, acelere ou desacelere a caminhada. Mas porque ninguém se comove com o cavalo sendo chicoteado? Ele sente a mesma dor que os cachorros maltratados no vídeo apresentado pelo Fantástico. Esses maus trados acontecem simplesmente porque acabou sendo uma prática comum, em que muitas vezes as pessoas evitam de reivindicar pensando que o carroceiro precisa sustentar a sua família e aquele pobre cavalo é o
Como melhorar essa situação? Apenas com uma conscientização geral, e para isso só mesmo investimentos a longo prazo em educação social, uma disciplina que hoje não existe na grade dos alunos do ensino primário e fundamental por falta de interesse da gestão pública.
